Sábado, 16 de Janeiro de 2010

2 ª Edição do Festival Internacional de Folclore do Concelho de Almeirim Designado Benfica do Ribatejo International Folkdance Festival.


Rancho Folclórico de Benfica do Ribatejo, chama a si mais uma vez a Organização da
2ªEdição do Festival Internacional de Folclore do Concelho de Almeirim
"Designado Benfica do Ribatejo International Folkdance Festival" a realizar dias 22-23-24-25 Abril de 2010, em todo o Concelho De Almeirim, tendo como parceiros todos os Ranchos do Concelho, disponiveis para colaborar.

O Secretariado do Festival, iniciou as reuniões de trabalho no dia 6 Abril, e irá manter reuniões semanais todas as 4ªs feiras a partir das 21h na Sede do Secretariado, na Associação Cultural e Desportiva de Benfica do Ribatejo, (sala de ensaios), as reuniões são abertas a todas as pessoas que queiram fazer parte deste Secretariado.

Mudança de Executivo na Junta de Freguesia, lança confusão na Freguesia e tornou-se motivo de conversa na comunicação Social do Distrito



Enguias e gelo da Sibéria servem de receita para peixeirada na Assembleia Municipal de Almeirim

A Assembleia Municipal de Almeirim encerrou o ano com insultos, berros e cenas dignas de envergonhar as sempre exaltadas “peixeiras do mercado do Bulhão”.

O presidente da Junta de Freguesia de Benfica do Ribatejo, Alfredo Trindade, e o seu antecessor no cargo, Amândio Freitas, envolveram-se numa discussão apimentada por injúrias pessoais e trocas de acusações gravíssimas para titulares de cargos públicos, numa sessão que terminou por volta das 2 horas da madrugada, quando vários eleitos do PS abandonaram a sala.

A algazarra começou quando a Assembleia discutia o último ponto da ordem de trabalhos, um memorando sobre o passivo financeiro da Junta entregue pelo actual presidente, eleito pelo PS nas últimas autárquicas.

Alfredo Trindade diz ter encontrado “uma situação caótica herdada do anterior executivo”, onde se deparou com um saldo bancário de 723 euros para pagar cerca de 5 mil euros de ordenados aos funcionários e muitos credores a baterem-lhe à porta “com ameaças de tribunal”.

“As contas da Junta estão como as temperaturas na Sibéria, todas abaixo de zero”, desabafou Alfredo Trindade, acrescentando que a dívida actual ascende a cerca de 25 mil euros.

As prestações mensais do autocarro e da varredoura (654 euros cada) têm dois meses de atraso e o actual executivo encontrou “uma ilegalidade gravíssima” com três cheques da Junta passados sem destinatário e para os quais não existem facturas de suporte da despesa.

Os eleitos da CDU, partido de Amândio Freitas, analisaram os documentos apensos ao memorando e começaram a desmontar a “estratégia de vitimização” do actual presidente, segundo lhe chamou José Manuel Sampaio.



Lamentaram o facto deste assunto não ter sido discutido previamente na Assembleia de Freguesia de Benfica do Ribatejo, onde os membros do anterior executivo teriam oportunidade de explicar as questões, e acusaram Alfredo Trindade de ser responsável por cerca de 12 mil euros de dívida, em dois meses de mandato.

Até um almoço de enguias, pago pela Junta de Freguesia, serviu de arma de arremesso.

Na listagem apresentada por Alfredo Trindade, a factura foi entregue no anterior mandato, mas afinal diz respeito a um repasto onde se sentaram à mesa seis convivas, o presidente da Câmara de Almeirim, os três membros do actual executivo da Junta e dois técnicos de contas que iniciaram uma auditoria financeira às contas da Junta há cerca de um mês.

A sorrir, o próprio Sousa Gomes confirmou que esteve presente no referido almoço, acrescentando desde logo não fazer “a mínima ideia sobre quem terá pago a factura”.

Amândio Freitas começou por apelidar Alfredo Trindade de “mentiroso”, logo após o presidente da Assembleia Municipal lhe ter dado a palavra no período reservado para a intervenção do público.

O ex-autarca confirmou a ilegalidade com os cheques, entregues sem endosso ao proprietário de uma empresa de organização de espectáculos musicais, mas contrapôs que “sabe-se muito bem a que artistas os cheques foram pagos, apesar do procedimento não ter sido correcto”.

O ex-presidente explicou ainda que, há quatro anos, herdou do PS dívidas que demorou mais de um ano e meio a pagar, no valor de cerca de 81 mil euros: 27 mil a fornecedores, 22 mil à ADSE e uns espantosos 32 mil euros à Caixa Geral de Aposentações, por causa da reforma de um coveiro.

Enquanto Amândio Freitas tentava ler documentos que levou consigo, começaram as azedas trocas de palavras entre os dois protagonistas, a que se juntaram os ruidosos comentários laterais de alguns eleitos e da assistência.

No meio da desordem, vários membros da bancada do PS, entre os quais Alfredo Trindade, levantaram-se e abandonaram a sala, deixando Amândio Freitas quase a falar sozinho, até que o presidente da mesa, José Marouço, deu por encerrada a reunião e lamentou as cenas pouco edificantes com que o órgão se despediu de 2009.